O luto é uma resposta natural diante de uma perda significativa, mas isso não significa que seja fácil. Em alguns momentos, a dor pode se tornar confusa, solitária ou difícil de expressar. A psicoterapia do luto oferece um espaço seguro para olhar para essa dor com cuidado, sem pressa e sem julgamentos.
Não se trata de “superar” no sentido de esquecer ou seguir em frente como se nada tivesse acontecido. O trabalho terapêutico busca justamente o contrário: reconhecer a importância da perda, dar lugar ao que foi vivido e encontrar formas mais leves e possíveis de continuar, mesmo com a ausência.
Esse acompanhamento pode ser indicado tanto para perdas recentes quanto para lutos que parecem estagnados ou intensos demais, afetando o cotidiano, os relacionamentos ou a própria identidade.

O luto pode surgir após mudanças significativas, rompimentos ou fins de ciclos. Aqui, você encontrará apoio especializado para lidar com os impactos emocionais dessas perdas, mesmo quando elas não são reconhecidas por todos.

• Sensação de estar “fora do próprio corpo” ou distante da realidade;
• Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
• Fadiga intensa ou sensação de cansaço constante, mesmo sem esforço físico.

• Dificuldade de expressar o que está sentindo;
• Desejo de se afastar de tudo e de todos;
• Sensação de que ninguém compreende a sua dor.

• Pensamentos acelerados e preocupações intensas sobre o futuro;
• Incapacidade de relaxar ou se desligar das emoções;
• Sensação constante de alerta ou tensão no corpo.

• Falta de energia ou interesse pelas atividades do dia a dia;
• Emoções à flor da pele, com choro frequente ou contido;
• Sentimento de vazio, como se nada mais fizesse sentido.

• Pensamentos constantes de “e se eu tivesse feito diferente?”;
• Sensação de que poderia ter evitado a perda ou minimizado a dor;
• Dificuldade de se perdoar ou de se permitir seguir em frente.

• Sensação de paralisia diante da rotina;
• Medo de recomeçar ou de mudar algo na própria vida;
• Sentimento de estar estagnado, como se o tempo tivesse parado.

O luto não é só sobre a ausência de alguém, é sobre a ruptura de um vínculo. Por isso, minha escuta clínica é baseada na Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby.
Essa teoria parte da ideia de que, desde o início da vida, buscamos figuras de apego — pessoas que nos oferecem segurança emocional, cuidado, proteção e afeto. São vínculos que nos ajudam a explorar o mundo, a enfrentar desafios e a regular nossas emoções. Quando estamos conectados a alguém de forma significativa, esse laço se torna parte de quem somos.
Portanto, ao perder uma figura de apego, perde-se também um lugar de referência, um porto seguro. A dor do luto não é fraqueza: é a resposta natural à separação de alguém que era essencial para nossa estabilidade emocional.
Compreender o luto a partir dessa perspectiva ajuda a dar sentido às reações que muitas vezes parecem confusas: saudade intensa, vazio, culpa, raiva, medo, sensação de estar “sem chão”. Cada pessoa reage de um jeito, porque cada vínculo tem uma história única.
Na psicoterapia, criamos um espaço para acolher essa dor e compreender a profundidade desse laço. Com o tempo, é possível construir formas simbólicas de manter o vínculo, reorganizar a vida sem a presença física da pessoa e integrar essa perda à sua trajetória — sem apagar o amor vivido.
Ajuda a nomear, compreender e expressar sentimentos difíceis, como culpa, raiva, medo e saudade com segurança e sem julgamentos.
Favorece a compreensão das suas próprias reações e emoções, fortalecendo a identidade após a perda e permitindo um reencontro consigo mesmo(a).
Contribui para aliviar sintomas de ansiedade, estresse e tristeza profunda, comuns no processo de luto.
Oferece suporte terapêutico estruturado, respeitando o ritmo de cada pessoa e acompanhando as fases e os desafios vividos com sensibilidade.
Permite ressignificar a ausência, integrando a experiência da perda à sua história e encontrando novos caminhos para seguir com leveza.
Sou psicóloga clínica especializada em luto. Acompanho pessoas que estão atravessando perdas significativas, oferecendo um espaço seguro para cuidar da dor, sustentar o que parece insuportável e, aos poucos, encontrar novos caminhos possíveis.
Acredito na capacidade humana de se reconstruir, mesmo quando tudo parece ter desmoronado. O luto é um processo único, que pede tempo, escuta e acolhimento. Não se trata de esquecer ou “superar”, mas de aprender a conviver com a ausência e integrar essa experiência à própria história com respeito ao seu tempo e ao seu processo.
Atualmente, realizo atendimentos on-line para pessoas em diferentes tipos de perdas: morte de pessoas queridas, separações, diagnósticos difíceis, mudanças abruptas ou transições que abalam vínculos e identidades.
Se você está passando por um luto, saiba: você não precisa enfrentar isso sozinha(o). Estou aqui para caminhar ao seu lado.